Pessach

Entre os princípios gerais que governam a abordagem do educador na comunicação é que sua motivação seja um sincero interesse pelo estudante; que ele diga somente o que é útil e apropriado para o momento; e que ele não adote severidade como uma metodologia educacional – também existem técnicas específicas em relação à comunicação e educação que podem ser derivadas do estudo da Hagadá de Pêssach.

Os Sábios compuseram a Hagadá para cumprirmos a obrigação de ensinar às crianças judias a história do Êxodo do Egito. Seu objetivo é o de um auxílio educacional e, portanto, ela representa uma destilação e aplicação prática do pensamento dos Sábios sobre o assunto da educação. O Talmud explica que através da deliberada quebra da rotina, “para que as crianças possam perguntar”, aprendemos a importância de se levantarem questões no estudante e a vantagem de ensinar na forma de perguntas e respostas.

Da exigência de que o prato de Pêssach esteja na mesa, e que cada item seja identificado apontando ao longo do sêder sua existência – por exemplo, “Isto é a matsá”, “esta é a erva amarga” – aprendemos a importância de ilustrarmos ideias abstratas com exemplos concretos e verdades observáveis.

A Hagadá insiste que cada um de nós se identifique com o Êxodo do Egito, discutindo-o na primeira pessoa do singular como se nós mesmos estivéssemos lá e reconhecendo que se D’us não tivesse redimido o povo Judeu, nós e nossas crianças ainda seríamos escravos do Faraó. Isto nos ensina a importância de focarmos nas implicações práticas de uma ideia e demonstrar como ela concretamente afeta a vida do estudante.

De Dayenu – a recitação de uma lista dos vários milagres de D’us – aprendemos o valor de dividir um assunto extenso em pequenos e digeríveis pedaços individuais para que o estudante não seja oprimido pela complexidade ou extensão de uma ideia.

Finalmente, do ritual do Seder – que é dividido em quinze seções terminando com o Halel (Hino de louvor a D’us) e Nirtzá (uma prece para que nossa observância seja favoravelmente aceita por Ele) – aprendemos que toda aula deve terminar com a afirmação de um relacionamento de boa vontade entre professor e aluno, uma harmonia que é mais profunda quando fundamentada em uma prévia troca de elogios e feedback positivo.

Estas são algumas orientações básicas para um ensino e uma comunicação efetivos baseados nas técnicas empregadas pelos Sábios na Hagadá. Ainda resta a questão de como aperfeiçoar nossas próprias habilidades de articulação. Podemos sentir um profundo interesse pelos outros e aplicar todas as técnicas apropriadas de educação mas, a menos que possamos expressar a nós mesmos de maneira efetiva, não teremos sucesso. A capacidade de falar claramente e de forma concisa é adquirida somente através do estudo, labuta e da prática. É uma proficiência que pode ser cultivada por qualquer um que deseje empreender o esforço.

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